Cantos tristes - XXIV
Canção XXIV
024/02/08
Jovem em teu peito sinto a revolta
E ausência de forças para lutar.
Jovem, em tua boca sinto palavras
De rebeldia que dizes sem expressar.
Jovem, de teus olhos desprendem-se raios
E não encontras alvos para acertar,
Em teus braços há músculos esperando
Uma faísca que os faça retesar
Se houver algum muro que a impeça
Não penses deixa estar
Que se tu o desejares tanto
Não vai há ver muro que para a parar.
Mira-te no exemplo dos teus maiores,
Escuta-os dizendo como alcançar,
Fica sabendo que há sempre um rio
De forças prontas a que te podes juntar
Aprende como construir o futuro
Apertando a outra mão à tua mão
Sereis uma corrente de lav’em chama
Que jorra de um adormecido vulcão.
Se houver algum muro que a impeça
Não penses deixa estar
Que se tu o desejares tanto
Não vai há ver muro que para a parar.
Zé Onofre
