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Notas à Margem

Notas à Margem

21
Nov23

Que viva Spartakus - 43

zé onofre

                     41

 

023/11/23

 

É como um escorpião,

O capitalismo financeiro.

Todo o trabalhador

É um sapo nada matreiro.

 

É como um rio de cifrões,

A economia que de nós se alimenta.

Umas vezes é fio sereno,

Outras vezes é massa violenta,

                        

Provocada pelo escorpião insatisfeito

Que agita com ambição a corrente.

Atira-se, então, às costas do sapo.

Este humilhado leva-o em frente.

 

Quando a corrente acalma

O escorpião, seguro na margem,

Espeta, como é de sua natureza,

O ferrão a quem o levou por bem.

 

O sapo, desmemoriado e crédulo

Entorpecido por veneno e traição,

Na próxima tormenta já esquecido

Carregará de novo o escorpião.

 

Até quando sapo/trabalhador

Continuarás a ser bom menino

E a morrer à picada do escorpião

Como se fosse esse o teu destino?         

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