Dia de hoje 27 - Ocultas 7
Escrito a ouvir a canção "el direcho de vivir em paz"

Zé Onofre
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Escrito a ouvir a canção "el direcho de vivir em paz"

Zé Onofre
17
025/10/30
Sinto-me vencido,
Não sei porquê
Nem por quem.
Sinto-me caído
Sem mais, nem menos,
A rastejar pelo chão.
Não no pó de um caminho,
Não no soalho de uma casa,
Mas nos trilhos da vida.
Zé Onofre
341
024/05/11
Ser farol,
Sempre alerta,
Indicando o caminho,
A quem vem,
A quem vai
Ou talvez a ninguém.
Solitário no seu posto,
Entre a nesga de terra
Que o sustem
E o firmamento que o abriga
E à sua frente o imenso oceano.
Não se pergunta,
O que faço aqui?
Está somente.
Em tempo de calmaria,
De aragens suaves,
De violentas tempestades
Está ali firme, simplesmente.
Sempre alerta,
Indicando o caminho,
A quem vem,
A quem vai
Ou talvez a ninguém.
Zé Onofre
331
023/12/12
Sobre «O meu conto de Natal», Isabel Silva em 023/12/11, no blog https://imsilva.blogs.sapo.pt
Há sempre um caminho,
Para suster os nossos passos
Que passantes
Passam decisivos,
Ou titubeantes.
Poderemos não saber
Para onde iremos,
Procuraremos
Sem saber o quê
Porém algo haverá.
Numa paragem algures
Estará o que desejaríamos.
Se for o que ansiosamente
Andáramos a ansiar,
Respiraremos serenamente.
Poderá acontecer
Que nessa pausa
Esperada, inesperada,
Poderá não estar
O fruto que tanto esperáramos.
Novos passos se iniciarão,
Novas passadas por caminhos
Conhecidos ou desconhecidos,
Ou que as nossas passadas
Traçarão rumo ao futuro.
Um dia finalmente,
Com maior ou menor dificuldade,
Saltará diante de nós,
O objeto desejado
Com a dimensão da felicidade.
Felicidade,
Porque teremos conseguido,
Ou satisfação
Por nunca havermos desistido
Por qualquer razão.
Zé Onofre
324
023/10/16
Sobre Passos no caminho , Isabel Silva em https://imsilva.blogs.sapo.pt/, 023/10/14
Sons de passos no caminho.
Ecos do passado?
Ruídos de quem passa?
Sons vindos do futuro?
Este caminho obscuro
Que hoje percorremos,
Está pleno de palavras
De diversas origens.
Caminhamos por um caminho
Por um túnel de ecos
Que nos envolvem num manto
De névoa que leva à loucura.
Caminhamos neste caminho
Às apalpadelas, cegos
De tanto ruído,
À procura do rumo certo.
Certezas, não as temos,
Mas só o facto de tentar
Descobrir um novo rumo,
É um bom começo.
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