Considerações sobre 19 ...
19, ….
025/11/23
… o 25 de NOV/975
Vivi os tempos do 25 de NOV.. de 1975, que depois da Primavera de Abri de 1974, do Verão de 1975, apodei de Tempo de Novembro/Outono.
Contra a opinião posta a correr de que o 25 de NOV. veio meter nos carris o 25 de ABR., penso que este foi um obstáculo ao avanço do mesmo e um um início de regresso ao 24 de ABR. de1974.
O 25 de NOV. foi a quarta tentativa, esta, bem sucedida, de obstruir o 25 de ABR, depois das tentativas Palma Carlos/Sá Carneiro em Junho de 1974, de Spínola em 28 de Set./74 e o 11 de Mar./de 75.
Este movimento de regresso "iniciou-se" no 26 de Abr. de 75, quando o PS, de umas eleições constituintes quis tirar conclusões legislativas e governativas. A contestação foi-se agravando até à Fonte Luminosa e finalmente explodiu no 25 de Nov.
Este foi cavalgado pela direita legalista e pela extrema direita revanchista - Salazarista, colonialista e Pidesca - cuja primeira medida que quiseram tomar foi a ilegalização do PCP e de todos os movimentos que mexessem à sua esquerda.
Só por este facto se comprova que o 25 de Nov., não veio para corrigir o 25 de Abr., mas para o fazer regressar a 24 de Abr./74, com neo-marcelistas/salazaristas, travar a descolonização, e ilegalizar os Comunistas de todas as tendências.
Os tempos, porém, ainda não estavam maduros, mas foram amadurecendo.
Quando a direita espuma de ódio ao Comunismo, deturpando e inventando posições que não são as dele; quando a vemos acusar de esquerda toda a comunicação, de jornalistas a analistas políticos, de esquerda - o que devem sofrer os Rogeiros e Milhazes da nossa praça; quando apodam de comunista todos os governos do PS, a sós ou coligados, a que assistimos senão ao envenenamento pela alteração dos facto impostos da esquerda Comunista?
A direita - e lá está o PS - e a extrema direita, que já tem orgulho de se mostrar à luz do dia, querem que o 25 de Nov. seja, pelo menos com parado ao 25 de Abr., senão mais importante, para verem coroado o seu movimento contrarrevolucionário de dignidade institucional.
Não duvido que o consigam, até porque têm com eles o Partido do "NIM" (Militantes socialistas nas marchas populares contra a invasão do Iraque proposta pelo sr. Bush, Tony Blair, … clamavam virados para o PS: Nem sim, nem NIM, não!).
Zé Onofre
