Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Notas à Margem

Notas à Margem

23
Ago25

Relevantar Spartakus - 84

zé onofre

               85

 

025/08/21

 

Este é o tempo, meus amigos,

De dizer o feito foi-se para sempre.

Este é o tempo de todos os perigos,

De continuarmos a marcha em frente.

 

Vontade posta num outro futuro,

Avancemos sem medo algum,

Por mais forte que seja o muro,

Não nos resistirá se formos um.

 

Alertemos meus amigos, insisto,

Que os vampiros neste instante

Sem terem o ar o negro e sinistro

Vêm com a mesma sede de sangue.

 

Mostremos com a força da razão,

“que não queremos o que eles querem”

Porque temos uma outra intenção,

Queremos a igualdade que eles temem.

 

Reforcemos com renovada esperança,

Que se todo o mundo muda, dia a dia,

Então que essa eterna mudança,

Seja no sentido da nossa via.

 

Cantemos, pois, com vozes bem altivas,

Não as canções que nos deixaram,

Compunhamos novas canções vivas,

E cantemo-las como as deles cantaram.

18
Mai24

Canto Triste - XXVII

zé onofre

Canção XXVII

 

024/05/10

 

Eles deturparam o nosso discurso, pá. 

Eles deturparam o nosso discurso.

Escrito com todo o cuidado e clareza,

Era um discurso, puro, simples e cristalino, 

Eles deturparam o nosso discurso, pá

 

Deturparam-lhe o sentido, 

As intenções e os objetivos.

Destruíram o nosso discurso

Que anunciava um futuro outro.

Eles deturparam o nosso discurso, pá.

 

Nele anunciávamos a igualdade

Numa nova sociedade humana.

Mostrávamos os segredos da exploração,

E tinha tudo para ser vencedor.

Eles deturparam o nosso discurso, pá.

 

Eles denegriram o nosso discurso, pá

Era contra a acumulação da riqueza,

Disseram que queríamos a pobreza.

Nós, apenas queríamos pão por igual.

Eles deturparam o nosso discurso, pá.

  Zé Onofre

24
Out23

Notas à margem - Dia de hoje 87

zé onofre

                   87

 

023/10/24

 

Mais uma vez seguiremos

A tradição.

Como em todos os outros anos

Celebraremos o Natal.

 

Que Natal, celebraremos?

 

O Natal de uma rua escura,

Gelada e coberta de Neve

Apenas iluminada pela fresta de uma vidraça,

Por onde se espreita uma mesa de excessos,

Colorida com mil luzes,

E uma fogueira acesa.

Enquanto,

Do lado de cá da vidraça,

Uma menina morre

Aquecida por uma fogueira de fósforos.

 

Que Natal, celebraremos?

 

O natal das ruas arco-íris,

Das montras coloridas,

A convidar ao consumo de inutilidades.

Onde a felicidade vem embrulhada

Em papéis coloridos,

Decorados com fitas e fitinhas,

Laços, lacinhos e laçarotes.

Felicidade que ao outro dia despejaremos,

Nos contentores onde se despeja

O lixo selecionado.

 

Quando é que celebraremos o Natal

De uma humanidade nascida

Para a Igualdade,

Para a Fraternidade,

Para a Liberdade?

   Zé Onofre

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2026
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2025
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2024
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2023
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub