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Notas à Margem

Notas à Margem

26
Abr25

FrAgL - comunicados

zé onofre

 

 

Comunicado 13

 

Eleições legislativas 2025

025/Mai/18

 

Caro concidadão eleitor

 

Pedem-nos que no próximo Domingo 18 de maio, depositemos um boletim de voto com a nossa escolha “pessoal, livre e consciente” numa urna.

Concidadão eleitor, este apelo à nossa escolha “livre e consciente”, dá-me vontade de rir.

Dá-me vontade de rir porque todos os dias de todo o ano, de há muitos anos somos bombardeados com mentiras e enganos.

Logo à cabeça, concidadão eleitor, vem aquela, que de tantas vezes repetida nos querem fazer crer que é verdade – em que o secretário Geral do PS e o presidente do PSD (PSD/CDS-AD) e, agora também o presidente do CH, se apresentam, a nós cidadãos eleitores, como candidatos a primeiro-ministro.

Eles sabem, concidadão eleitor, que estão a mentir, a mentir conscientemente com quantos dentes têm. Porque eles sabem que são apenas, e não mais do que isso, candidatos a deputados.

A fazer coro, a esta mentira perigosa, vêm jornalistas, analistas e opinadores que em vez de lhes chamar a atenção para o facto de não haver candidatos a primeiro-ministro lhe perguntam como vais ser “se forem eleitos” para primeiro-ministro

A segunda mentira, caro concidadão eleitor, e tão ou mais grave que a anterior, é dizerem que se não ganharem as eleições (não conseguirem o maior número de deputados) deixarão que, quem tiver o maior grupo parlamentar, governe.

Eles sabem, e já o foi provado uma vez, que para se formar governo não é necessário ter-se o maior número de deputados eleitos. O que é necessário, caro concidadão eleitor, é que o indigitado primeiro ministro tenha o apoio parlamentar de 50% dos deputados eleitos mais um. E qualquer um, tenha o seu grupo parlamentar os deputados que tiver, pode ser indigitado para formar Governo e formará Governo se conseguir a dita, e já referida, maioria parlamentar.

Todavia, caro concidadão eleitor, mais uma vez jornalistas, analistas e opinadores não irão dissipar esta névoa de falsidades, vão comportar-se como megafones desses dirigentes partidários

Com base nestas duas mentiras, apoiadas por jornalistas, analistas e opinadores que pela sua atitude negam o que há de mais sério na sua profissão – o serem o mais imparciais que a sua consciência (parece que a não têm, pois comportam-se assim de eleição para eleição) lho permitir, caro concidadão eleitor, pressionam-nos e fazem chantagem sobre a nossa consciência e liberdade de  voto para que votemos nos seus partidos, porque votar em consciência e livremente em quem achamos que devemos escolher é inutilizar votos, porque votos úteis só nos seus partidos.

Caro concidadão eleitor, esta é a maior lavagem cerebral que nos querem fazer.

Porque nós sabemos, caro cidadão eleitor, que não há candidatos a primeiro ministro; porque nós sabemos que não é preciso um partido ter o maior número de deputados, o que eles têm é que negociar uma maioria parlamentar que sustente o Governo.

Portanto, caro concidadão eleitor, no próximo dia 025/Mai/18 vote em consciência.

Se acha que não vale a pena votar, embora, caro concidadão eleitor, isso seja deixar o destino do país nas mãos de outros, fique em casa, não é crime.

Se acha que nenhum partido ou coligação se identifica com o seu desejo de futuro para o país, mostre o seu desacordo votando em branco, ou anule o seu voto, também não é crime, é um cartão vermelho a todos osa partidos e coligações…

Finalmente, caro cidadão eleitor, temos o dever de votar no partido do nosso coração, mesmo que ele consiga apenas uma centena de votos, porque só assim estaremos a votar utilmente.

Votamos utilmente, caro cidadão eleitor, porque das eleições resultará um mapa correcto do pensamento de todos os portugueses,

Aumentar o número de votos num partido, caro concidadão eleitor, porque nos parece esse ser o mal menor, é ajudarmos a formar uma governação irresponsável que se julgará donos da nossa vontade, o que não é verdade.

Apenas lhe demos o nosso voto, caro concidadão eleitor, por que nos mentiram, chantagearam   coagiram a não votar “em consciência e livremente”.

Com toda a consideração

FrAgL Frente de Agitação e Luta

(publicado por Zé Onofre)

 

25
Abr25

Das eras - Parte VI - em memória de Abril - livro 2

zé onofre

 

 

 

 

 

 

              1

 025/04/23

 Cantem-me um fado, por Mafalda Carmona, no blog Cotovia e Cª.

Em tua memória

Gostaria de Cantar uma canção

Que nos deixasse suspensos

Sem tempo,

Sem espaço

A flutuarmos sobre um tempo,

Sem tempo

A planar sobre um espaço,

Sem espaço.

 

Cantar-te uma canção,

Daquelas que vindas do passado

Nas suas palavras, como asas,

Nas suas notas, como vendaval

Arrombassem os pesados portões

Feitos

De mentiras e demagogia,

De promessas por cumprir.

     Zé Onofre

 

 

 

 

 

 

 

15
Nov24

Comentários - 353

zé onofre

               353 

 

024/10/07

 

Sobre dói?, Di, 07 de Outubro de 2024 em https://1mulher.blogs.sapo.pt/

 

O que mais dói

Não é a dor física.

Essa vem,

Identifica-se,

Cura-se,

Vai.

 

Mais aguda

É a dor interior

Que vem não se sabe de onde

Permanece,

Perturba,

Arrasta-nos

Para as profundezas da vida.

 

Mais esmagadora,

Ainda,

Do que a esta dor

Que a qualquer um pode atingir,

É a dor da Impotência,

Dor pandémica (sem cura, ou vacina)

Que escorre das garras 

Da mentira

Difundida,

Como verdade absoluta da arrogância,

Elevada a suprassumo da Razão,

Da impunidade

Com que se destrói a Vida.

 

Uns argumentam

Com a Religião.

Outros apontam

As diferenças Culturais.

Alguns assumem-na

Como direitos Históricos.

Ainda elaboram

Em defesa da Democracia e da Liberdade.

 

Entretanto sofremos,

Enquanto uns poucos se apoderam

Das Vidas,

Da produção,

Das riquezas

Que acumulam e acumulam e acumulam.

 

Enquanto

Anunciam a altas vozes

Que é para bem dos Povos,

O sangue de milhões de vidas

Escorre-lhes pelos beiços

De Vampiros.

     Zé Onofre

23
Jun24

FAL - Comunicado 6

zé onofre

Caminhos velhos, novas lutas, a mesma luta

024/06/23

 

Os estudantes de Coimbra,

Hoje cinquenta e cinco anos vão,

Vinham ao Porto fazer uma perninha

Às rusgas do Santo do Solstício de Verão.

 

Na carreira cantavam – “Ó meu rico São João, 

Se és amigo da Malta,

Fecha a televisão

A verdade faz lá falta.”

 

A polícia previamente avisada

Do que a estudantada aprontava,

Mandou parar, em Grijó, a rapaziada.

Deu-lhes meia volta, a Coimbra a recambiava.

 

Todos estes anos continuou a mentir,

Mas sempre nos modos a refinar.

Mentirosa, sim, mas com o tempo a evoluir

Na arte de melhor o povo intrujar.

 

Naqueles tempos de antigamente,

A desculpa era o censor e a ditadura.

Mas, ó meu São João presentemente,

Deixam-se comprar pela usura.

 

Se alguém enobrece a profissão

À verdade entreabrindo um postigo,

É apupado como traidora aberração

A soldo de um presumível inimigo.

 

Por isso amigos e fiéis companheiros,

Que lutamos sempre pela dignidade,

Rusguemos de novo a João, santo inteiro,

Que feche a televisão, continua sem verdade.

  FAL - Frente de Agitação e Luta

publicado por Mota Barbosa

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