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Notas à Margem

Notas à Margem

08
Jan26

Relevantar Spartacus - 89

zé onofre

                89, canção XXXIX

 

026/01/07

 

Temos a terra lavrada

Pel’as nossas próprias mãos

Não fomos roubar nada

Só quisemos o nosso pão.

Fizemo-lo com tod’o sentido

De quem nada come

O pão mal dividido

Acaba sempre na fome

Temos braços para lutar

E olhos para perceber.

E vontade de acabar,

Com a fome a renascer.

Depressa como o vento

Vamos lá a correr

que se não formos a tempo

deitaremos tudo a perder

 

Nossa força entrosada

É uma lança resistente

Nossa luta é barricada

Contra o roubo permanente.

Seguiremos resolutos

Não há muros que nos detenham

Nem decretos absolutos,

Não há armas que nos vençam.

Queremos nós de certeza,

Sem alguma hesitação

E até a natureza

Condena a falta de pão.

 

Vamos já, vamos já

Que o tempo se faz tarde

E se tempo não há

A fogueira não arde.

Vamos já, vamos já,

Que o tempo se faz tarde.

   Zé Onofre

03
Jan26

Considerações 20 ...

zé onofre

20 ---

 

026/01/03

                 … Sanções

  Pergunto:

ao sr. Presidente do Conselho Europeu da UE

à srª Presidente da Comissão Europeia da EU

ao sr. Primeiro ministro do Reino Unido

aos comentadores especialistas, principalmente sr. Rogeiro e José Milhazes

a todos quantos nestes blogues do blog. Sapo estão sempre prontos a apoiar as sanções promovidas contra outros estados pelos EUA

Que sanções contra os EUA pela invasão do Estado Soberano da Venezuela e pelo rapto do seu Presidente Nicolas Maduro?

Zé Onofre

17
Dez25

Dias de hoje, 25

zé onofre

               25

025/12/17

Estamos em dezembro.

Diz-me o cinzento dos dias,

A poalha húmida do ar,

Os dias curtos ao entardecer,

E, se mais não fora,

Dir-mo-ia o frio calendário do tempo por medida.

 

Apesar de ser um dezembro igual

A tantos outros passados,

Passo por este dezembro,

Como se já tivesse passado,

Encontro-me perdido num tempo incerto.

 

Há acontecimentos acontecidos,

Que parece que ainda estão por acontecer,

Há datas por vir

Que parecem já ter ido

Em velocidade louca para fora do tempo.

 

Tenho que me chamar à razão,

Fazer um enorme esforço mental

E convencer-me que não,

Ainda não foi Natal,

Contudo tenho a sensação

Que o Natal deste ano já tenha sido

Ou que por alguma gruta dourada

Anda perdido.

  Zé Onofre

15
Dez25

Dias de hoje 2025, 24

zé onofre

              24 – [“Ver-te em toda a tua imensidão 

                      Para além do divino, do humano,

                      Do espaço, do tempo,

                       Da criação.”

                       Peregrina em, Sílabas à solta, em   14/2/2025]

 

 

025/12/15

 

Vagueamos

Pelos interstícios do tempo e do espaço,

À procura de uma quimera

Que mais veloz se move.

 

Vagueamos sem destino,

Deslumbrados a cada momento,

Por uma chama que se acende,

Por um raio que nos sacode,

Tontos numa viragem contínua,

Que não sabemos onde se acaba.

 

Vagueamos por entre penumbras e cinzentos,

Por entre luzes e relâmpagos,

Sem sabermos bem o que buscamos,

Se a origem ou o final,

Deste vaguear eterno entre luzes e infinitos,

Entre vultos e névoas.

Vagueamos.

    Zé Onofre

29
Nov25

Dias de hoje 23

zé onofre

              23, mataram o Natal

 

025/11/29

 

Nos tempos antigos de usar calção,

Saía a pequenada, das duas salas,

Cantando afinados na emoção,

Desafinados nas vozes engalanadas.

 

Corria pimpona a pequenada,

Saltando em fintas alegres,

“Aulas acabadas, férias começadas,

Vamos para casa comer rabanadas.”

Em dezembro pelos vinte e dois ou três,

Depois de tanto espreitar pelo nevoeiro.

Anunciava-se o quase, quase já

Do dia mais mágico dano e do mês.

Toda a pequenada abalava até casa

Pegar em cestos e carrinhos

Depois, entre mato e pinheiros,

Colhiam o melhor musgo p’r’ó presépio

 

Todos sabíamos de antiga tradição,

Vinda dos pais dos nossos avós, tão velha,

Que aquele dia era de enorme encanto

De fazer presépios nos cantos das salas.

Mesmo os olhos daqueles que viviam tristes

Nos outros dias, do ano, inteiros

Naquele dia e os olhos incendiavam-se

Como se lá dentro se acendessem candeeiros.  

Ó meus amigos de antigas pernas nuas,

Cobertas de picos e arranhões.

Hoje olhamos pelas janelas da vida

E tudo se desmorona nos tropeções.

 

É uma rua que se incendeia em novembro,

É uma cantoria vendedeira pelas ruas,

Um gordo vermelhusco sorrindo por obrigação

De voz cansada rouqueja oh … oh… oh …

Ó meus amigos, que, como eu, usavam calções,

De joelhos no chão a raspar musgo,

Mataram o nosso Natal de sonho e magia,

Sepultaram-no no féretro do vende e compra.

   Zé Onofre

 

24
Nov25

Considerações sobre 19 ...

zé onofre

              19, ….

 

025/11/23

 

 

                              … o 25 de NOV/975

 

 

Vivi os tempos do 25 de NOV.. de 1975, que depois da Primavera de Abri de 1974, do Verão de 1975, apodei de Tempo de Novembro/Outono.

Contra a opinião posta a correr de que o 25 de NOV. veio meter nos carris o 25 de ABR., penso que este foi um obstáculo ao avanço do mesmo e um um início de regresso ao 24 de ABR. de1974.

O 25 de NOV. foi a quarta tentativa, esta, bem sucedida, de obstruir o 25 de ABR, depois das tentativas Palma Carlos/Sá Carneiro em Junho de 1974, de Spínola em 28 de Set./74 e o 11 de Mar./de 75.

Este movimento de regresso "iniciou-se" no 26 de Abr. de 75, quando o PS, de umas eleições constituintes quis tirar conclusões legislativas e governativas. A contestação foi-se agravando até à Fonte Luminosa e finalmente explodiu no 25 de Nov.

Este foi cavalgado pela direita legalista e pela extrema direita revanchista - Salazarista, colonialista e Pidesca - cuja primeira medida que quiseram tomar foi a ilegalização do PCP e de todos os movimentos que mexessem à sua esquerda.

Só por este facto se comprova que o 25 de Nov., não veio para corrigir o 25 de Abr., mas para o fazer regressar a 24 de Abr./74, com neo-marcelistas/salazaristas, travar a descolonização, e ilegalizar os Comunistas de todas as tendências.

Os tempos, porém, ainda não estavam maduros, mas foram amadurecendo.

Quando a direita espuma de ódio ao Comunismo, deturpando e inventando posições que não são as dele; quando a vemos acusar de esquerda toda a comunicação, de jornalistas a analistas políticos, de esquerda - o que devem sofrer os Rogeiros e Milhazes da nossa praça; quando apodam de comunista todos os governos do PS, a sós ou coligados, a que assistimos senão ao envenenamento pela alteração dos facto impostos da esquerda Comunista?

A direita - e lá está o PS - e a extrema direita, que já tem orgulho de se mostrar à luz do dia, querem que o 25 de Nov. seja, pelo menos com parado ao 25 de Abr., senão mais importante, para verem coroado o seu movimento contrarrevolucionário de dignidade institucional.

Não duvido que o consigam, até porque têm com eles o Partido do "NIM" (Militantes socialistas nas marchas populares contra a invasão do Iraque proposta pelo sr. Bush, Tony Blair, … clamavam virados para o PS: Nem sim, nem NIM, não!).

    Zé Onofre

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