Relevantar Spartacus - 89
89, canção XXXIX
026/01/07
Temos a terra lavrada
Pel’as nossas próprias mãos
Não fomos roubar nada
Só quisemos o nosso pão.
Fizemo-lo com tod’o sentido
De quem nada come
O pão mal dividido
Acaba sempre na fome
Temos braços para lutar
E olhos para perceber.
E vontade de acabar,
Com a fome a renascer.
Depressa como o vento
Vamos lá a correr
que se não formos a tempo
deitaremos tudo a perder
Nossa força entrosada
É uma lança resistente
Nossa luta é barricada
Contra o roubo permanente.
Seguiremos resolutos
Não há muros que nos detenham
Nem decretos absolutos,
Não há armas que nos vençam.
Queremos nós de certeza,
Sem alguma hesitação
E até a natureza
Condena a falta de pão.
Vamos já, vamos já
Que o tempo se faz tarde
E se tempo não há
A fogueira não arde.
Vamos já, vamos já,
Que o tempo se faz tarde.
Zé Onofre




