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Notas à Margem

Notas à Margem

23
Nov23

HISTÓRIAS PARA ENSINAR A LER E A ESCREVER - LIVRO III - UMA ESTRELA CAIU

zé onofre

CABANA 

 

Era uma vez

Um príncipe.

Era uma vez

Uma pastora.

 

Há muito, muito tempo

No tempo

Em que o tempo

Não andava

Filipe,

Pelos campos e bosques

O tempo passava.

 

Há muito, muito tempo,

No tempo

Em que o tempo

Não andava

A pastora

Seu gado apascentava

CABANA.jpg

E como o tempo

Era do tempo

Em que o tempo

Não andava

A pastora sentava-se

Nos fetos

Para ali ficava.

E como o tempo

Era do tempo

Em que o tempo

Não andava

Filipe

Pelos montes passeava

E como Filipe

Era como o tempo

Que não desatava

E a pastora

Como o tempo

Não andava

Teve de vir a fada

A ver se a história acabava.

 

Agora a pastora

Era prisioneira dos fetos,

Guardas ferozes;

Filipe era o príncipe

Que a libertava

Dos seus algozes

Filipe ceifou

Um a um sem medo

Todos os fetos guerreiros

Que encontrou.

 

Encantado

Pelas mãos da fada

Filipe teceu num repente

Um castelo de fetos

Que durou para sempre.

 

E tudo isto se passou

No tempo

Em que o tempo parou.

Ainda lá deve estar

A cabana de fetos

Que Filipe engenhou.

26
Set23

Histórias de A a Z para aprender a ler e escrever - Livro III - Lenda

zé onofre

     LENDA 

 

Era uma vez Lara,

Pastora de longo cabelo,

Que guardava o gado

Ao pé de um castelo.

 

Era uma vez Luís,

De olhar penetrante,

Que do alto do castelo

Vigiava o mundo distante.

 

Um certo dia Luís,

Cansado do horizonte,

Descansou os olhos

Na encosta do monte

 

Reparou, então, em Lara

Pastora de rara beleza

Que guardava o seu gado

Junto á fortaleza.

 

Esquecendo a vigia,

Descurando o dever,

Voando pela escada

Com a Lara foi ter.

 

Vieram os inimigos,

Velozes e matreiros

Tomam o castelo

Fazem-nos prisioneiros.

LENDA.jpg

Vendo tudo perdido

Sem outros meios

Chamou em socorro

O amigo feiticeiro.

 

Atendido o pedido

Foi só um momento

Ficaram penedos

Largados no tempo.

 

Hoje, quem lá sobe

Sente um arrepio

Ao ver aquela beleza

Ao sentir o vento frio

 

E diz, ainda, a lenda

Que o amor continua

E no mês de Agosto

Dançam à luz da lua

   Zé Onofre

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