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Notas à Margem

Notas à Margem

29
Ago25

Relevantar Spartacus - 86, canção XXXV

zé onofre

               86, canção XXXV

 

025/08/29

 

 

Fui ouvir novas baladas

Nos locais para esse fim.

Fui ouvir novas baladas

Nos locais para esse fim.

Vim de lá sem ouvir nada

Vim de lá sem ouvir nada

Pois já ninguém canta assim

Pois já ninguém canta assim.

 

Dei-lhes uma das antigas,

Para se inspirarem na vida.

Dei-lhes uma das antigas,

Para se inspirarem na vida.

Seguiram suas cantigas

D’amores, ilusões perdidas.

Seguiram suas cantigas

D’amores, ilusões perdidas.

 

Fui à procura d’as ouvir

Em um outro qualquer local.

Fui à procura d’as ouvir

Em um outro qualquer local.

Nada de novo faz sentir

Que há algo que corre mal.

Nada de novo faz sentir

Que há algo que corre mal.

 

Falei-lhes dos baixos salários,

Desemprego e exploração.

Falei-lhes dos baixos salários,

Desemprego e exploração.

Que s’o tema for solidário

Torna mais bela a canção.

Que s’o tema for solidário

Torna mais bela a canção.

 

 

Meus amigos, quando for tarde,

Meus amigos, quando for tarde,

Não digais ninguém nos avisou,

Não digais ninguém nos avisou,

Então cantareis desolados

Então cantareis desolados

Que cegos seguimos

Que nada vimos.

Que cegos seguimos

Que nada vimos.

Que cegos seguimos

Que nada vimos.

       Zé Onofre

26
Jun23

Dia de hoje 103

zé onofre

                   103

 

023/06/26

 

                             I

 

Ó povo, desde as origens massacrado

No corpo e íntimo da tua essência,

Não entendo como ‘inda tens persistência

Com a alma e o corpo estropiado.

----“---

Ó povo desde as origens massacrado

Cavalo de todo o poder, por excelência,

Reprimido no direito à desistência

Do dever à resistência usurpado.

---“---

Ó triste povo, nasceste escravizado

Das margens do Eufrates até o Sudão,

Do Egeu até o mundo romanizado.

---“---

Nas viagens das Américas ao Japão

Vês que em todos impérios és usado

 Só como produtor, ou carne p’ra canhão.

 

II

 

Como será possível não ser solidário

Com o dolorido povo ucraniano

Quando um poder invisível, arbitrário

Irrompeu por suas casas, vento insano.

---“---

Poder, esse, que se acha proprietário

De quantas riquezas há até o tutano

Da Terra. Povo, sobre elas sedentário,

Que passas sempre como colateral dano.

---“---

Cobiçado na luta imperialista

Monopolista, uns usam a ilusão,

Outros querem-no pelo poder belicista,

---“---  

Mas no fundo têm a mesma intenção.

Manipulam-no porque ‘inda acredita

«Morrer pela Pátria, viver sem razão.»

   Zé Onofre

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