Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Notas à Margem

Notas à Margem

18
Mai25

Das eras parte V - vol. II

zé onofre

              3

025/05/18

 Hoje vou,

Pela enésima vez,

Votar,

Pensava eu.

Para decidir o futuro do nosso país.

Contudo, sei

Que esta enésima vez

Não é o nosso voto que decide.

Com o nosso voto

Tudo continuará igual

No futuro do nosso país.

O tempo,

A usura do tempo,

Os preconceitos,

As mentiras,

Arremessadas como verdades absolutas,

Roubaram a genuinidade do voto,

Que já nada decide,

Para o futuro do nosso país.

Hoje,

Vou votar pela enésima vez.

Porém, sei

Que, desde há muito,

Eles,

Os donos deste mundo,

Nos deixam brincar ao faz-de-conta

Que escolhemos

O futuro do nosso país.

   Zé Onofre

26
Abr25

FrAgL - comunicados

zé onofre

 

 

Comunicado 13

 

Eleições legislativas 2025

025/Mai/18

 

Caro concidadão eleitor

 

Pedem-nos que no próximo Domingo 18 de maio, depositemos um boletim de voto com a nossa escolha “pessoal, livre e consciente” numa urna.

Concidadão eleitor, este apelo à nossa escolha “livre e consciente”, dá-me vontade de rir.

Dá-me vontade de rir porque todos os dias de todo o ano, de há muitos anos somos bombardeados com mentiras e enganos.

Logo à cabeça, concidadão eleitor, vem aquela, que de tantas vezes repetida nos querem fazer crer que é verdade – em que o secretário Geral do PS e o presidente do PSD (PSD/CDS-AD) e, agora também o presidente do CH, se apresentam, a nós cidadãos eleitores, como candidatos a primeiro-ministro.

Eles sabem, concidadão eleitor, que estão a mentir, a mentir conscientemente com quantos dentes têm. Porque eles sabem que são apenas, e não mais do que isso, candidatos a deputados.

A fazer coro, a esta mentira perigosa, vêm jornalistas, analistas e opinadores que em vez de lhes chamar a atenção para o facto de não haver candidatos a primeiro-ministro lhe perguntam como vais ser “se forem eleitos” para primeiro-ministro

A segunda mentira, caro concidadão eleitor, e tão ou mais grave que a anterior, é dizerem que se não ganharem as eleições (não conseguirem o maior número de deputados) deixarão que, quem tiver o maior grupo parlamentar, governe.

Eles sabem, e já o foi provado uma vez, que para se formar governo não é necessário ter-se o maior número de deputados eleitos. O que é necessário, caro concidadão eleitor, é que o indigitado primeiro ministro tenha o apoio parlamentar de 50% dos deputados eleitos mais um. E qualquer um, tenha o seu grupo parlamentar os deputados que tiver, pode ser indigitado para formar Governo e formará Governo se conseguir a dita, e já referida, maioria parlamentar.

Todavia, caro concidadão eleitor, mais uma vez jornalistas, analistas e opinadores não irão dissipar esta névoa de falsidades, vão comportar-se como megafones desses dirigentes partidários

Com base nestas duas mentiras, apoiadas por jornalistas, analistas e opinadores que pela sua atitude negam o que há de mais sério na sua profissão – o serem o mais imparciais que a sua consciência (parece que a não têm, pois comportam-se assim de eleição para eleição) lho permitir, caro concidadão eleitor, pressionam-nos e fazem chantagem sobre a nossa consciência e liberdade de  voto para que votemos nos seus partidos, porque votar em consciência e livremente em quem achamos que devemos escolher é inutilizar votos, porque votos úteis só nos seus partidos.

Caro concidadão eleitor, esta é a maior lavagem cerebral que nos querem fazer.

Porque nós sabemos, caro cidadão eleitor, que não há candidatos a primeiro ministro; porque nós sabemos que não é preciso um partido ter o maior número de deputados, o que eles têm é que negociar uma maioria parlamentar que sustente o Governo.

Portanto, caro concidadão eleitor, no próximo dia 025/Mai/18 vote em consciência.

Se acha que não vale a pena votar, embora, caro concidadão eleitor, isso seja deixar o destino do país nas mãos de outros, fique em casa, não é crime.

Se acha que nenhum partido ou coligação se identifica com o seu desejo de futuro para o país, mostre o seu desacordo votando em branco, ou anule o seu voto, também não é crime, é um cartão vermelho a todos osa partidos e coligações…

Finalmente, caro cidadão eleitor, temos o dever de votar no partido do nosso coração, mesmo que ele consiga apenas uma centena de votos, porque só assim estaremos a votar utilmente.

Votamos utilmente, caro cidadão eleitor, porque das eleições resultará um mapa correcto do pensamento de todos os portugueses,

Aumentar o número de votos num partido, caro concidadão eleitor, porque nos parece esse ser o mal menor, é ajudarmos a formar uma governação irresponsável que se julgará donos da nossa vontade, o que não é verdade.

Apenas lhe demos o nosso voto, caro concidadão eleitor, por que nos mentiram, chantagearam   coagiram a não votar “em consciência e livremente”.

Com toda a consideração

FrAgL Frente de Agitação e Luta

(publicado por Zé Onofre)

 

07
Mar24

Dia de hoje 99

zé onofre

 

              99

 

024/03/07

 

Me confesso decidido,

Irei votar.

Seria uma traição,

Não votar.

Uma traição ao meu passado,

A quem sonhou liberdade na prisão,

A quem foi morto a tiro na rua,

A quem foi assassinado nos campos,

A quem pôs primeiro a nossa vida,

Dando pelo futuro a sua.

 

Seria dar-me por vencido.

Sei que com o voto nada mudarei,

Porque o futuro apenas se altera com ação.

Foi agindo,

Correndo à frente dos choques,

Para numa esquina pararmos em choque

Com as mãos escorrendo sangue

De outrem atropelado por algum dos choques.

 

Por isso confesso.

Está decidido vou votar.

Não votar,

Seria apagar as passadas

Lá atrás dadas

Renegar os passos, 

Para conquistar a liberdade de votar,

Nas ruas, reclamada.

 

Confesso que vou votar

Sem condicionamentos de apelos inúteis

Que querem comprar consciências,

Que deite às malvas a razão

Que me moveu a lutas difíceis,

E me move para futuros incríveis.

 

Vou votar numa ideologia,

Num programa que aponta um futuro,

Não para um “País”, entidade abstrata,

Mas para Portugueses, entidades concretas.

Não quero saber,

Se o partido em que votarei terá um só voto,

E que esse voto seja só o meu.

 

Vou votar sem condicionamentos,

Sem dar ouvido aos cantos da sereia,

Que apelam a paraísos mil vezes prometidos,

Outros mil rasgados,

De novo colados com cuspo,

Com apelo ao voto útil,

Tornando inútil

O que de mais íntimo

Sentimos.

 

Não quero saber, se A é mau,

E se a escolha de B, é pior,

É lá vem a história da carochinha,

É preciso votar no menos mau.

E onde fica a liberdade?

Onde fica a minha escolha,

Que por acaso não é A nem B?

Como poderemos realmente saber

O que cada Português

Quer para bem dos Portugueses,

E não o que é melhor

Para os patrões de Bruxelas,

Capatazes servis do Mercado?

  Zé Onofre

 

Votarei «útil».

Votarei no partido da minha preferência.

Votarei Branco.

Votarei Nulo.

 

Não me digam

Esse voto é perdido.

Ninguém me diga,

Vem por aqui.

Irei por onde quero,

Porque sei para onde quero ir,

E não é pelo vosso «voto útil».

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2025
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2024
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2023
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub